Calheta

Calheta
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O concelho da Calheta localiza-se entre o sul e o extremo oeste da ilha da Madeira e a sua área, de aproximadamente 116 k, torna-o o mais extenso da Região Autónoma da Madeira. Aqui vivem cerca de 12 mil pessoas.
 
Pensa-se que a origem do seu nome provenha da pequena baía ou enseada que lhe serve de porto e que assistiu a João Gonçalves Zarco quando este pretendia ir para terra. Este é o significado da palavra "calheta".
 
Nesta localidade se situa o Centro das Artes “Casa das Mudas”, um projeto concebido em completa harmonia com a paisagem envolvente, que apresenta uma vasta oferta cultural. Aqui se realizam exposições de natureza diversa, peças de teatro, espetáculos musicais, conferências e muitos outros eventos.

São oito as freguesias que compõem o município da Calheta: Arco da Calheta, Calheta, Estreito da Calheta, Fajã da Ovelha, Jardim do Mar, Paul do Mar, Ponta do Pargo e Prazeres.
 
Calheta
A Sociedade de Engenhos da Calheta fica situada na vila da Calheta. Ali pode observar-se a maquinaria usada no fabrico da aguardente e do mel de cana-de-açúcar e saborear o tradicional bolo de mel, acompanhado de poncha.
 
Arco da Calheta
 
O nome desta freguesia deve-se à especial forma semicircular da sua paisagem e da sua proximidade à freguesia da Calheta.
 
Foi um dos primeiros lugares da ilha sujeitos ao povoamento e exploração agrícola após o descobrimento e é uma das freguesias mais ricas a nível patrimonial e artístico.
 
Aqui pode visitar a Capela de Nossa Senhora do Loreto, que apresenta um conjunto de elementos arquitetónicos manuelinos, e a Igreja Paroquial de São Brás, onde pode conhecer obras de arte portuguesa.
Estreito da Calheta
O aspeto caraterístico desta localidade, com semelhanças a um desfiladeiro ou vale profundo, e a sua proximidade à Calheta levaram a que os primeiros povoadores apelidassem aquela região de Estreito da Calheta. Crê-se que a população local seja atualmente de cerca de 2.000 habitantes.

Como atividade económica, destaca-se a agricultura, principalmente a vinha e a cana-de-açúcar.


Aqui pode visitar a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça, edificada nos finais do século XV, e a Capela dos Reis Magos, construída no século XVI.
Prazeres
O nome desta freguesia advém de uma pequena igreja dedicada à Nossa Senhora das Neves, edificada na localidade muito antes da criação da paróquia.

Esta freguesia, junto ao hotel Jardim do Atlântico existe o Miradouro do Assomadouro (535m) sobranceiro às freguesias do jardim do mar e Paúl do Mar.  

Nesta freguesia situam-se as levadas do Ribeiro de Inês, da Ribeira do Batel e da Ribeira da Lombada.

Aqui pode visitar a Quinta Pedagógica dos Prazeres, que acolhe diversos animais, alguns exóticos, e um jardim com plantas medicinais e aromáticas. Esta quinta tem uma área de 3.900 m2 e situa-se nos terrenos adjacentes à Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves.
Fajã da Ovelha
Pensa-se que o nome desta localidade deve-se ao facto de, em tempos, algum pastor ter perdido uma ovelha na fajã – um género de plataforma que a sedimentação dos tempos permitiu a sua utilização pelo homem - e que este episódio tenha originado o nome da freguesia.
 
A freguesia apresenta hoje uma população de cerca de 1340 habitantes e tem uma economia basicamente agrícola. No entanto, desenvolve ainda atividades como a panificação, construção civil, lacticínios, comércio geral, a prestação de serviços e a criação de gado bovino.
 
Aqui podemos admirar, a partir do miradouro da Igreja Paroquial de São João Baptista, a parte da rocha que, segundo a lenda, Santo Amaro protege a localidade, para que "não caia ao mar".
Ponta do Pargo
Esta freguesia tem cerca de 1145 habitantes e as suas principais atividades económicas são a agricultura e a criação de gado.

Localizada no extremo sudoeste da ilha, o nome está ligado ao facto dos descobridores, quando andavam a desvendar a costa no batel de Severo Afonso, terem pescado nesta zona um peixe de maravilhosa grandeza parecido ao pargo. Por esta razão chamaram este local de Ponta do Pargo.
 
Nesta freguesia encontra-se o Miradouro da Garganta Funda, cujo acesso inicia-se no Sitio do Pedregal num trajecto de cerca de 1200 metros (ida e volta).
Ao chegar ao miradouro, terá à esquerda a cascata da "Garganta Funda", e à direita o Oceano Atlântico, conseguindo ainda avistar o farol da Ponta do Pargo.
 
A costa marítima da Ponta do Pargo era excessivamente perigosa para a navegação e, por esta razão, foi construído um farol no alto do rochedo (Ponta da Vigia), inaugurado a 5 de junho de 1922. Os terrenos adjacentes ao miradouro podem ser visitados e daí admirar a magnífica vista sobre o oceano Atlântico.

Esta região distingue-se de todas as restantes da Madeira pela dimensão da sua planura e terreno pouco acidentado.
Jardim do Mar
Esta freguesia situa-se numa fajã de formação desconhecida e presumivelmente anterior à descoberta da ilha. A beleza do local, em tempos coberto por flores silvestres, está na origem do nome e espelha-se noutros topónimos como o sítio das Roseiras.
 
À beira-mar encontram-se as ruínas do antigo engenho, com azulejos que serviram de revestimento aos tanques. As chaminés prismáticas, as casas que rodeiam a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e as ruelas estreitas são marcas simbólicas do passado que lhe dão uma dimensão decorativa.
 
A freguesia tem cerca de 252 habitantes e baseia a sua economia na agricultura e hotelaria, que vive maioritariamente dos surfistas.
 
O Jardim do Mar é muito procurado por surfistas por considerarem que aqui se encontram as melhores ondas da Europa, realizando-se frequentemente competições de surf a nível mundial.
Paul do Mar
Esta freguesia situa-se a sudoeste da ilha da Madeira e tem cerca de 900 habitantes, numa área de 1700 m2. O nome advém da sua orografia por parecer um vale junto ao mar, debaixo de altas rochas.
 
O mar proporciona a esta freguesia abundância em peixe, sobretudo o migratório. Este facto levou a que surgisse nesta freguesia, em 1912, a indústria da conserva de atum para exportação. Ainda hoje podemos ver a chaminé da antiga fábrica, que testemunha este facto.
 

Esta freguesia constitui um importante centro piscatório, cujo produto da faina é usado nos restaurantes locais e é muito apreciado por madeirenses e estrangeiros.
 
O Paul do Mar, tal como o vizinho Jardim do Mar, é um palco privilegiado para os surfistas que podem desafiar as ondas, consideradas por alguns das melhores da Europa.
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